
Bastante divulgados nos meios de comunicação nos últimos anos, os biocombustíveis são fontes de energia renovável que se apresentam como excelente alternativa para a substituição de derivados do petróleo, como gasolina e diesel. Menos poluentes e biodegradáveis, os biocombustíveis podem ser utilizados puros nos motores ou misturados com os produtos inflamáveis. Fala-se muito em biodiesel derivado do óleo da mamona ou do pinhão manso. A facilidade com que essas oleaginosas se desenvolvem na zona rural do sertão nordestino, por exemplo, é apontada como uma das grandes vantagens para a construção de usinas de processamento em fazendas onde se cultiva mamona. No entanto, os biocombustíveis podem ser derivados de diversos vegetais, como dendê, girassol, babaçu, amendoim e soja, dentre outras. Inclusive, o primeiro biocombustível apresentado ao mundo, em 1900, durante a Exposição Mundial de Paris, era derivado de amendoim. Nos anos 60, as Indústrias Matarazzo fizeram as primeiras experiências do tipo no país, buscando produzir óleo a partir dos grãos de café. As constantes crises do mercado de petróleo ajudaram a aumentar os investimentos em pesquisa na área durante todo o século XX. Na realidade, antes mesmo do engenheiro alemão Rudolf Diesel concluir o primeiro motor a óleo diesel de boa eficiência, em 1897, óleos vegetais já eram empregados para mover máquinas.
Sem comentários:
Enviar um comentário